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22/05/2012

6ª CONVERSA GRIÔ



6ª CONVERSA GRIÔ
RODA DE CONVERSA SOBRE TERRITÓRIOS NEGROS
Aprender a ouvir as histórias que não podem ficar esquecidas
Dia: 23 de Maio de 2012
Hora: às 20h
Local: Arquivo Público e Hist. de Rio Claro - Rua 6, 3265. Alto do Santana CEP:13504-099
Informações: http://www.aphrioclaro.sp.gov.br/
 
No próximo dia 23 de maio de 2012, às 20h, no Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, um grupo de descendentes afro-brasileiros estará falando sobre os diversos territórios de Rio Claro que já fizeram parte de comunidades negras. Pessoas interessadas em conhecer essa história de Rio Claro estão convidadas a participar dessa modalidade de aprendizagem da vida, que foi denominada de Conversa Griô.
O mês de Maio é um mês de reflexão, pois foi nesse mês que foi assinada a Lei Áurea - amplamente questionada - pois não salvaguardou os direitos dos negros a partir do 14 de Maio. “Libertar” os escravos foi uma necessidade nacional que colocou nas ruas pessoas que não reuniam instrumentos para o mercado de trabalho, para o sustento das famílias, para o digno exercício de sua cidadania.
A proposta desse encontro é aproximar a comunidade rio-clarense de uma história que não está escrita nos livros, pois está apoiada na tradição oral. As raízes brasileiras que vieram da África estão presentes em quase tudo que é vivenciado hoje. Muitas dessas presenças foram transmitidas oralmente e foram incorporadas na cultura afro-brasileira.
Essa roda de conversa conta com D. Angela Gonzaga, D. Diva de Paula, D. Joana Barbosa da Costa .
 
Quem são os Griôs?
Entende-se por Griô aquela pessoa que, pela experiência vivida na família e na comunidade, desempenha o papel de agente cultural, transmitindo oralmente valores, costumes e tradições aos seus descendentes e ao grupo, constituindo um elemento central na cultura afro-brasileira. São personagens presentes na diversidade étnico-cultural que nos formou enquanto nação.
 
Entre os negros e negras griôs, isso já acontece de outra forma. Saber da vida dos ancestrais, aprender a cuidar dos velhos e das crianças, aprender a história daquele povo, não deixar a memória se perder... São genealogistas, contadores de história, músicos e poetas populares, agentes de cultura sem bancos escolares. Sabedoria da vida, das lições que essa pode nos ensinar, são os livros que podem nos deixar. Livros orais, livros sagrados de uma cultura que não se encontra em prateleiras, empacotadas em embalagens coloridas. Na tradição oral, a palavra tem um poder e um significado divinos, tem um compromisso com a verdade e com os ancestrais. As narrativas sobre o modo de vida, sobre as experiências vividas e concepções de mundo estão presentes nas falas de personagens vivos sobre suas histórias passadas – o papel da memória cumpre a função de aproximar o cotidiano da História. Esse modo de transmitir conhecimentos e formar as pessoas é fortemente marcado pela tradição oral africana.
A palavra griot é francesa, griot no masculino e griote no feminino e designa os griôs como depositários de saberes e práticas de tradições negro-africanas.

 

Esse evento conta com a parceria da Assessoria da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Rio Claro.


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Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro
http://www.aphrioclaro.sp.gov.br/

Rua 6   nº3265   Alto do Santana   CEP: 13504-099
Telefone: (19)3522-1938







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